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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vamos conquistar um lugar no pódio?

A vida pode ser comparada a uma prova de esportes, como se fosse uma modalidade onde nascemos inscritos e somos obrigados a competir nela. Como somos todos diferentes, também temos tipos diferentes de “atletas”.
Alguns parecem que estão ali apenas por obrigação, não querem nada com nada, levam os treinos na brincadeira e quando chega a hora da prova valendo eles nem aparecem, pois não tem o mínimo de preparação. Estas são as pessoas que deixam a vida passar, são levadas por ela e nem param pra observar as oportunidades ou correr atrás delas. São pessoas que nem vivem, apenas sobrevivem.
Outros sabem que vão ter que competir um dia, até sonham em conquistar medalhas, troféus, fama e reconhecimento, mas quando chega na hora de fazer a parte dura do treinamento, deixam para amanhã, dão alguma desculpa, treinam um mês e param outro. Estes são aqueles que conhecem as oportunidades da vida, sabem que existem meios de chegar no topo, mas não estão dispostos a se esforçarem por isso. Deixam que os dias passem, a parte dura fica sempre para amanhã e quando se deram por conta o seu tempo de atleta e conquistas já passou.
Existem também aqueles que sabem que a vida é uma competição e que o pódio tem lugar para todos aqueles que acreditaram em si mesmos e não desistiram no meio do caminho. Aqueles que independente da chuva, sol ou doença não deixaram de mirar no seu objetivo. Mesmo que às vezes precisassem faltar alguns treinos, ficar um tempo em recuperação, eles não desistem e depois de recuperadas as forças voltam com tudo e seguem rumo às suas conquistas.
Se você não foi um atleta modelo até agora, não se preocupe, sempre há tempo de começar a treinar forte e atingir seus objetivos. Então junte-se ao nosso time campeão, vamos atrás das medalhas de felicidade, sucesso e realização! Vamos levantar a taça da vitória, alegria e riqueza! Vamos ser aquilo que fomos criados para ser: VENCEDORES!

Vivendo entre a Curiosidade e a Verdade

“Verdadeiro sábio é aquele que sabe aquilo que sabe, e também sabe que não sabe aquilo que não sabe. Quem sabe jamais deixa de saber, mesmo que disso se esqueça. Porque esquecer não é a mesma coisa que não saber, nem lembrar é o mesmo que saber.” Valdelírio Michel

As palavras não são metais que se fundem, elas nos comprometem. Somos inteligentes, livres e temos curiosidade. Curiosidade esta que só termina quando descobrimos a verdade. Verdade esta que tem sempre mais facetas do que nossa capacidade de conhecê-las; é como o horizonte que, por mais que caminhemos em sua direção, nunca chegaremos lá; é como um beijo, só vamos descobrir seu gosto depois de experimentá-lo. E quando o experimentamos, a curiosidade termina, mas não termina o desejo de senti-lo. A curiosidade, quando satisfeita, se transforma em conhecimento, por isso, ela desperta interesse; o conhecimento não. Já diz um ditado popular: “Curiosidade mata”.
E quanto a Verdade. O que é a verdade?
Nós todos queremos ser verdadeiros, mesmo quando nossas opiniões ou atitudes se contradizem, então, a verdade existe? A comparo a um prisma, que vai se mostrando de acordo com o ponto de vista do observador. Que se revela com caras diferentes para pessoas diferentes, pois a verdade é dinâmica, nos domina, não muda, nós é que mudamos e conseqüentemente, enxergamos novas facetas na mesma verdade ou a mesma faceta sob formas diferentes.
E quase sempre entre a Verdade e a Curiosidade, preferimos a curiosidade. Pelo fato de que, temos medo do oculto e buscamos desvendá-lo. A curiosidade nasce do mistério que pretende desfazer e leva à verdade porque nos provoca o desejo de saber. Quem estuda é curioso. Quem é curioso deveria estudar para conhecer a verdade e desvendar o mistério.
Portanto, estudar é descobrir a verdade. E aprender nada mais é do que aprendermos e conhecermos. Pois a curiosidade impulsiona a nossa vida.
Muitas vezes buscamos a verdade por insegurança. Pois, a vida não oferece alternativas prontas, precisamos criá-las de improviso, e muitas vezes, nem oportunidade temos para formular perguntas e muito menos para organizar respostas.
Conhecer é relacionar o sujeito que se conhece com o objeto a ser conhecido. E para isto acontecer o objeto precisa ter regularidade. Por exemplo, duas linhas são paralelas se a distância entre elas for sempre à mesma, isto é evidente, portanto verdadeiro.
Conhecer é uma luta de instintos. O conhecimento não se identifica com o objeto. Aproxima-se dele, mas também se diferencia, podendo até destruí-lo. O conhecimento pode dominar o objeto, mas não pode se adequar a ele.
Assim, tudo o que aprendemos, não aprendemos; apenas descobrimos o que já estava dentro de nós.
Outro exemplo, tempo e espaço, não são realidades externas. São formas que colocamos nas coisas; são propriedades da nossa consciência; existem em nós. E as coisas se adaptam à consciência que temos delas, e vice-versa.
Todos nós guardamos em nossa cabeça aquilo que nos interessa, mesmo que não exista.
Não nascemos prontos. Nossa existência precede nossa essência. Nossa essência consiste em nosso íntimo sem forma, em nosso vazio, não na nossa aparência ou modo de agir.
A vida é assim. O futuro é uma possibilidade. O passado está fora do tempo, já aconteceu. E o presente é o que acontece entre nosso passado e nosso futuro.
E como em Independência – Capital Inicial... todos nós temos um pouco de...
...”Toda essa curiosidade
Toda essa intensidade
Toda essa meia verdade
Tantas coisas pela metade
Toda essa curiosidade
Toda essa intensidade...”
 Porque a curiosidade nos influencia intensamente na busca de tantas coisas que deixamos pela metade, da verdade.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Recomeçar Sempre...

Precisamos caminhar com segurança e sem embaraços, guardando em nosso arquivo confidencial o supremo dom da vida, abdicando da tormentosa coleira que nos prende aos valores do sofrimento estéril, pensando sempre no melhor e plantando as sementes da afetividade.
A Felicidade está dento de nós. E nada nesta vida é eterno, no entanto, é sábio fazermos bom uso daquilo que temos e que em muitas oportunidades nos custou lágrimas amargas. Estamos diante da vida tentando juntar nossos fragmentos, ao mesmo tempo em que carregamos a crença das impossibilidades. É um fardo pesado, e somente pelo Amor sairemos vitoriosos. O Amor é o sentimento mais poderoso, portanto comecemos nossa jornada voando nas asas de seu poder. Ninguém pode amar por nós, e todos que conhecermos a essência do Amor possuiremos a chave da liberdade, que nos proporcionará conhecer nossa verdadeira identidade.
            Encontramos pela vida centenas de pessoas carentes de amor, que às vezes são as, mas difíceis de serem amadas, no entanto, não podemos simplesmente deixá-las, mas devemos compreender que são as que mais precisam de amor. Pois o Amor nos ensina a sabedoria e nos incentiva também a lutar pelos bem que o tempo não corrói.
Amar e viver, tempos verbais que devem ser conjugados sempre no presente. Pois, os que nos lembram tempos remotos, por exemplo,... quando amávamos e vivíamos..., nos permitem viver apenas de lembranças. Devemos deixar passar o passado que não deu certo, pois suas lembranças em momentos difíceis não contribuem para a felicidade. E que vive de passado é museu. Temos de ter como objetivo principal o dia de hoje, e não as coisas que estão fora do nosso alcance. Nem passado nem futuro com ansiedade, somente o hoje bem vivido.
Poderemos viver docemente, a partir do momento em que, deixarmos para trás nossas pretensões egoístas de seguir a trágica procissão do individualismo.
Viver em agonia incessante, nos faz contabilizar perdas. As emoções negativas criam doenças e nossos órgãos não nos perdoam pela agressão. É bom comerçarmos a viver antes que nosso tempo termine.
A ansiedade nos torna impulsivos e com isto dificultamos as coisas simples.
A vida sempre acontece no presente, através da formação consciente dos pensamentos e atitudes que viabilizam a felicidade. Logenvidade sem qualidade é típico dos que alongam o sofrimento. E perseverando no lugar errado, ficamos esperando um milagre que só pode acontecer a partir de nós mesmos.
A varinha de condão não existe, a grande magia está concentrada no modo como cada um de nós enfrentamos nossos reveses e pelas novas oportunidades que criamos a cada momento. É importante reconhecermos nossas falhas, mas mais salutar é aprender com elas para que não se tornem reincidentes e definitivas.
O comportamento que definirmos na conduta de nossas vidas definirá o que obteremos como resultado.  Façamos nossas escolhas.
Aprendamos a compreender o que estamos fazendo com tudo o que aprendemos e o que faremos com os novos aprendizados.
Procuremos ser felizes ainda hoje porque não sabemos o dia de amanhã.
Não podemos viver somente de conceitos.  Viver é renascer e recomeçar sempre que necessário, visando a suplantar as metas e consolidar nossos ideais de conquistas pessoais.
A vida é o tempo. Se não fizermos bom uso de suas horas, os dias, os meses, anos e séculos de nada servirão.
A vida é muito mais de que os padrões de comportamento que a sociedade nos impõe. as regras nos servem como condução, mas não definem quem somos.
O mundo está mudando sua roupagem, e nós, como parte dele, devemos abortar a indulgencia dos conflitos existenciais que insistem em transformar em miseráveis expectativas uma mudança de ordem qualitativa.
A vida não pode ser sufocada por uma derrota temporária. Não atrasemos nosso progresso com medo de fracassar. É sempre preferível cometer erros e corrigir-los a permanecer parados para evitá-los. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Jogo da Vida: trabalho, preocupação, capacidade e segurança.

 “Um mundo onde a máquina domina faz do Homem um dente numa engrenagem”

No mundo do nosso trabalho há a incerteza. E o nosso objetivo é a segurança. E esta busca por segurança é uma busca por estabilidade e paz. Sim. Trabalho e segurança são partes da nossa vida.
            Por exemplo, nossa vida é sete décimos trabalho, um décimo família, um décimo política e um décimo descanso – fato, que podemos encontrar por todo o lado. Se nos depararmos com alguém sem ganho salarial, este estará em péssima condição mental.
Preocupações com a segurança, com o valor, com ser capaz de fazer as coisas para os outros em nossa vida são as principais preocupações da nossa existência. Certo, a segurança no trabalho é importante, mas a própria segurança é uma compreensão. Se sabemos, estamos seguros, então, a insegurança existe na ausência do conhecimento, e a sorte é um acaso.
As coisas deixadas à sorte têm menos probabilidades de serem resolvidas. A sorte é a esperança de que alguma causalidade descontrolada possa nos levar ao sucesso. Contar com a sorte é muitas vezes um abandono de controle.
Trabalhar significa participar nas atividades da nossa sociedade. Quando nos é negado é como se fossemos rejeitados por ela. Nossa vida então é basicamente uma coisa criada, uma verdadeira confusão, sendo o dado para esta confusão o trabalho e o trabalho o dado para o propósito. A vida é uma competição para sobrevivência e o segredo de nossa eficiência está no controle, por exemplo, um executivo controla mentes, corpos e o estabelecimento de comunicações, matérias-primas e produtos, e o trabalhador controla as ferramentas que estão ao seu alcance.  Em outras palavras, ou nós controlamos uma determinada coisa ou não a controlamos.
Um ciclo de ação é começar, mudar e parar. Isto paralelo a nosso próprio ciclo de vida. Este é o segredo para desenvolver um bom trabalho e o próprio controle.
            Mas nossa vida é como um jogo e como tal não há controle de tudo. E os elementos de nossa vida são os elementos desse jogo, como: qualquer trabalho é um jogo – constituído de liberdade, barreiras e propósitos. Conseqüentemente esse jogo é formado por indivíduos e equipes. Equipes que jogam contra equipes e indivíduos que jogam contra indivíduos. E quando não se permite que um indivíduo seja completamente parte da equipe, este é capaz de escolher outros membros da equipe como seus oponentes. Por isso nosso lema é: “tem que haver um jogo.”
            E como num jogo, devemos saber o limite a ser controlado e manter o interesse pela vida. Interesse despertado principalmente pelo imprevisível. E se o controle é importante o descontrole é ainda mais, parece estranho dizer isso, mas é bem verdade que o descontrole deve estar sob controle. Pois, se não conseguirmos deixar certas partes do mundo sem controle, cairemos rapidamente e nos tornaremos infelizes, duvidando de nossa capacidade de controlar e perderemos a capacidade para controlar qualquer coisa. E nosso oponente tem de ser um fator descontrolado, caso contrário, como num jogo, saberíamos exatamente como o jogo se desenrolaria e como acabaria. E isso não seria jogo nenhum.
Devemos trabalhar com a “mente reativa” e não com a “mente analítica”, como geralmente fizemos. Pois todo o sentimento de autoconfiança e competência provém, da capacidade que cada um de nós pó para controlar ou deixar sem controle as várias coisas e pessoas à nossa volta.
Devemos fazer o nosso trabalho no tempo presente e não continuar trabalhando em antigos momentos de ferimento.
Devemos ter conosco três fatores de elevada importância ao lidarmos com a vida: Afinidade, Realidade, e Comunicação. Estes três termos dependem uns dos outros. Por exemplo: tem de haver uma boa afinidade entre duas pessoas, antes que elas sejam muito reais uma para a outra, antes que elas possam conversar uma com a outra com alguma verdade ou confiança. Antes que duas pessoas possa ser reais uma para a outra, deve haver alguma comunicação entre elas. E antes que duas pessoas possam sentir alguma afinidade pela outra, elas têm, de ser reais.
            Na verdade, para ser bem sucedido, os ingredientes são a formação e a experiência no assunto a ser tratado, boa inteligência e capacidade geral, uma capacidade de afinidade elevada, uma tolerância da realidade e a capacidade para se comunicar e receber idéias.
Portanto, um trabalhador não é só um trabalhador. Um operário não é só um operário. Um escriturário não é só um escriturário. Estes são pilares importantes que vivem, respiram e sobre os quais assenta toda a estrutura da nossa civilização. Estes não são dentes nas engrenagens de uma máquina poderosa. São a própria máquina. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Vida é o Agora...

Inspirada na obra de Eckhart Tolle - que certa vez disse: “Você está aqui para possibilitar que o propósito do divino universo se revele. Veja como você é importante!”
O Agora transforma nossa vida.
Certa vez havia um mendigo sentado sobre uma caixa debaixo de uma marquise, quando um estranho a quem lhe pediu um trocado. Lhe disse para abrir o baú debaixo dele. 
            O mendigo que estava sentado sobre ele há muitos anos, obedeceu ao estranho e abriu o baú que para sua surpresa estava cheio de Ouro.
Talvez ainda sejamos estranhos e a nós mesmos, então, olhemos para dentro de nós mesmo. Pois, infelizmente, a maioria de nós ainda é “mendigos”, porque mesmo possuindo bens e riquezas materiais, buscamos do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenhamos um tesouro guardado dentro de nós mesmos, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.
A verdadeira riqueza, a radiante alegria do Ser e a paz inabalável, está no Poder do Agora em nossas vidas. Ser é a eterna e sempre presente Vida Única.
Concentremos nossa atenção ao nosso interior e sintamos a energia da emoção. Amor, alegria e paz são estados profundos do nosso SER, sempre presentes.
O passado é um traço da memória, armazenado de um Agora anterior. O futuro é um Agora imaginado. E a realidade de ambos é "emprestada" do Agora. Portanto, estejamos sempre presentes e observadores, assim seremos seres iluminados, evitando sofrimentos emocionais, físicos e até mesmo doenças, como, ressentimento, ódio, autopiedade, culpa, raiva, depressão e ciúmes. Evitemos criar sofrimentos no presente e dissolvamos os criados por nossa mente no passado.
Saibamos que muito desse sofrimento é desnecessário, formado sozinho pela mente superficial que “governa” a nossa vida.
Este sofrimento que muitas vezes sentimos no agora é sempre uma resistência inconsciente ao que é uma forma de julgamento, evitar nossas mentes e aceitar o agora é nos libertar da dor.
Lidemos com os aspectos práticos da vida, façamos do Agora o foco principal da nossa vida. Digamos “sim” ao momento atual. Sim para a vida. E vejamos como tudo começa a trabalhar mais a nosso favor.
Esta essência de informações não pode ser compreendida pela mente. No momento em que captamos a essência, ocorre uma mudança na consciência, que passa a desviar o foco da mente para o Ser, do tempo para a presença. De repente, tudo parece vivo, irradiando energia.
O Tempo do relógio não diz respeito apenas a marcar um compromisso ou programar uma viagem. Inclui aprender com o passado, para não repetir os mesmos erros indefinidamente. Estabelecer objetivos e trabalhar para alcançá-los. Mas, mesmo aqui, no âmbito da vida prática, onde não podemos agir sem uma referência ao passado ou ao futuro, o momento presente permanece como um fator essencial, porque qualquer ação do passado se aplica ao agora. E planejar ou trabalhar para atingir um determinado objetivo é feito agora.
 De fato as coisas são como são. Permitamos que o momento atual exista. Aceitemos, depois ajamos, trabalhemos com ele, tornemo-lo um amigo e aliado, transformemos nossa vida pelo poder da presença. Isso nos livra do desconforto e nos liberta da infelicidade. Livremo-nos da negatividade.
Em outras palavras, continuamos a usar o tempo do relógio, mas livres do tempo psicológico. Se estabelecemos um objetivo e trabalhamos para alcançá-lo, estamos empregando o tempo do relógio. Se insistimos demais nesse objetivo, talvez porque estejamos em busca de satisfação, deixamos de respeitar o Agora. E ele é reduzido a um mero degrau para o futuro, sem nenhum valor intrínseco. O tempo do relógio se transforma então em tempo psicológico.
Nossa jornada deixa de ser uma aventura e passa a ser encarada como uma necessidade obsessiva de chegar, de possuir, de "conseguir". Aí não somos mais capazes de ver nem de sentir as flores pelo caminho, nem de perceber a beleza e o milagre da vida que se revela em tudo ao redor, como acontece quando estamos presentes no Agora.
Sempre que pudermos criemos algum espaço de modo a encontrar a vida sob a nossa situação de vida. Utilizando todos os nossos sentidos plenamente. Estando onde estamos. Olhemos em volta, sem interpretar, vislumbrando as luzes, as formas, as cores, as texturas. Estando consciente da presença silenciosa de cada objeto, do espaço que permite cada coisa existir. Ouçamos os sons, sem julgar. Ouçamos o silêncio por trás dos sons.
Toquemos alguma coisa, qualquer coisa. Sintamos e reconheçamos o Ser dentro dela. Observemos o ritmo da nossa respiração. Sentido e energia vital dentro do nosso corpo. Deixemos que as coisas aconteçam, no interior e no exterior. Que todas as coisas "sejam". Movemo-nos profundamente para dentro do Agora. Deixaremos para trás o agonizante mundo da abstração mental e do tempo libertando-nos da mente doentia que suga nossa energia vital, do mesmo modo que, lentamente, ela está envenenando a Terra. Acordemos do sonho do tempo e entremos no presente.  Libertando-nos do fantasma mental, porque a vida é um todo, completo, profundo, perfeito – a verdadeira prosperidade.

Então, não espere, seja e aprecie ser. A beleza nasce da serenidade da presença. Presença que é única. Olhe sempre além das palavras. uma palavra nada mais é que um meio para atingir um fim.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Viva com inteligência

A vida é um constante aprendizado. Nós seres humanos temos, um grande motivador de superação diária, o poder da Inteligência, mas precisamos descobrir e aprender a utilizá-lo como ferramenta incentivadora do nosso dia-a-dia.
No meu dia-a-dia, costumo ler muitas coisas da rede, mas também obras, buscando “ajuda” para compreender melhor o que se passa ao meu redor, buscando estímulos e incentivos, e dente estas obras que costumo apreciar, recentemente li, “O Código da Inteligência”, Dr. Augusto Cury, e achei excelente, pois ele nos faz repensar nossos modos de agir através da decifração dos códigos de nossa inteligência, frisando sempre o grande poder do Eu que temos em mãos, mas muitas vezes não sabemos praticá-lo.
            Nesta obra descobri que é fundamental trabalhar o poder da nossa inteligência, para conquistar saúde, psíquica, relações saudáveis, criatividade, eficiência profissional e prazer de viver.
            Treinamos para tudo, mas por deficiência, esquecemos de treinar para o mais importante, para decifrar e aplicar nossos códigos de inteligência, pois com eles poderemos desenvolver nosso imaginário, nossa capacidade de superação das intempéries e nossas potencialidades intelectuais.
            Precisamos praticar a memória seletiva, que abre e fecha dependendo da emoção que estamos vivenciando em determinado momento. É notório que quando estamos com preocupações fixas, pensando obsessivamente em determinado assunto, ficamos desgastados e sem energia. A seletividade da memória objetiva protege nossa mente contra o congestionamento de pensamentos, imagens mentais, e idéias.
            Segundo Cury, desenvolvemos a Síndrome do Pensamento Acelerado – por usarmos a memória de maneira execessiva e desgastante. O que pode bloquear nossa capacidade de pensar. O estresse pode gerar péssimos desempenhos intelectuais e profissionais. É preciso proteger nossa emoção e sermos gestores de nossa mente, no nosso EU, e expandir nosso potencial.
            Somos tímidos espectadores onde deveríamos ser ágeis atores, somos inertes calados, quando deveríamos gritar. Muitas vezes distribuímos um sorriso social que nem sempre reflete nosso clima emocional. Devemos lutar contra nossas mazelas psíquicas. Pois, nossa mente muitas vezes, pensa tolices, a emoção dá crédito a elas e o Eu ingênuo que não sabe descaracterizá-las e filtrá-las, paga a conta. E a vida tão bela e ao mesmo tempo singela se torna assim, uma fonte de ansiedade.
            É preciso aprender a respeitar as divergências, a não exigir que outros pensam e sintam como nós, e compreender que nossas diferenças são decorrentes de nossa complexidade e nenhuma delas nos exclui da fascinante família humana.
            Ao praticar o Eu através da nossa inteligência seremos capazes de ter tranqüilidade nas tormentas, transformarmos de tímidos em intrépidos, impulsivos em ponderados, individualistas em altruístas e de alienados em interativos.
            Se educarmos nossa mente saberemos resolver muitos problemas de sobrevivência, pois, a capacidade de resolução mental ultrapassa os limites da lógica e tem uma versatilidade inatingível pelos computadores.
            O amor, por exemplo, é inexplicável. Toda pessoa que ama é ilógica, se entrega mesmo sem ser correspondida. (Eu sou prova viva disso). Amor, ódio, arrogância e humildade nascem em fontes muito próximas, que transcendem os limites das leis da matemática, no indecifrável e imprevisível mundo da mente humana. (ou Eu Amo ou eu Odeio, sem meios termos). Quem decifrar a inteligência se humaniza.
            Em primeiro lugar, devemos nos livrar do conformismo, da arte de nos acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades, os eventos sociais e as barreiras físicas. Devemos ser ativistas, pois o conformismo amordaça nosso Eu, e o impede de lutar pelos nossos ideais, de investir em nossos projetos e transformar nossa história.
            Deixar de lado o coitadismo, a arte de termos compaixão de nós mesmos. Livrar-nos do sentimento de incapacidade, impotencialidade e limitações. Evite pensamentos como, “Sou um derrotado!”, “Nada que faço dá certo!”, “Não tenho solução!”, “Ninguém gosta de mim!”. Acreditem todos nós somos muito capazes, temos potencial, mas é preciso correr atrás de nossos objetivos, e superarmos a cada dia se necessário, pois sem dúvida nenhuma, “quem acredita sempre alcança!”
            E jamais devemos ter medo de reconhecer nossos erros. Errar é humano, todos estamos passíveis a cometer erros, por nossas imperfeições, defeitos, fragilidades, estupidez e incoerência. Porque fomos “educados” em uma sociedade superficial onde nossa personalidade esconde nossa humanidade e supervaloriza nosso endeusamento, por vivermos numa sociedade que valoriza os super-heróis. Mas quem são esses super – heróis? Existem? Bom, nós devemos assumir o que realmente somos seres humanos, mortais, falíveis, demasiadamente imperfeitos.
            O medo da crítica, do vexame, da rejeição, do pensamento alheio, dos olhares sociais, muitas prejudica mentes brilhantes apagando seus luzeiros. Devemos ser espontâneos para não nos deprimir. Nossa liberdade não pode estar à venda por preço algum.
            Quando ouvimos a famosa filosofia, “Amai o próximo como a ti mesmo”. Devemos ter consciência de que esse próximo inclui todas as raças, culturas e religiões. Banindo o preconceito.
            Reconhecer nossas debilidades, entrar em contato de maneira nua e crua com nossa realidade, é fundamental para oxigenar nossa inteligência, reeditar nossa memória e superar nossos conflitos, a fim de mergulharmos em águas de descanso e bebermos fontes de tranqüilidade, pois só nós podemos mudar nosso estilo de vida.
            Não ter medo de correr riscos, de ousar, ser livre e inventivo.  Reconhecer nossas fragilidades, assumir nossas limitações, mas ultrapassar nossas fronteiras, através do ânimo, de transformarmos sonhos em realidade e apesar dos ricos da jornada, fazer de nossa agenda um canteiro de aventuras. Nossa existência é um contrato de risco.
            Sem riscos, não teríamos poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias. Não erraríamos, não choraríamos, não poderíamos desculpas, não teríamos necessidade da humildade, que se faz tão necessária.
            Ouse e aposte novos projetos, batalhe por aquilo em que acredita. Caminhe pelo desconhecido. O caos também pode ser uma fonte de oportunidades criativas. Pois talvez, nossos piores e mais vorazes inimigos sejam as idéias e imagens mentais produzidas pela nossa mente e não administrada pelo nosso Eu. Pense antes de reagir, faça a autocrítica. Tenha autocontrole. Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. E é preciso do tempero do silêncio para prepararmos o molho da tolerância.
            O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa. E é muito melhor ser lento ao pensar do que rápido ao machucar.
            É preciso animar e aplaudir a coragem de disputar daqueles que nunca foram premiados. E ensinar a nós mesmos e a eles que a vida é o grande prêmio.